MAGAZINE DOS DINOSSAUROS

29 março, 2011

Funcionário de empresa petrolífera acha dinossauro no Canadá

O supervisor Michel Gratton e o operador de escavadeira Shawn Funk
Os campos petrolíferos do Canadá forneceram mais do que óleo cru neste mês. O fóssil de um anquilossauro, herbívoro que se distingue pela carapaça nas costas, foi achado em Alberta.
Shawn Funk, um trabalhador da empresa de exploração Suncor Energy viu o dinossauro na última quarta-feira e avisou os responsáveis.
Por uma sorte do acaso, o homem havia visitado a ala sobre os animais pré-históricos do museu Royal Tyrrell algumas semanas antes.
A descoberta surpreendeu porque se estima que a região era coberta totalmente pela água milhões de anos atrás.
"Nunca vimos um dinossauro nessa localidade", conta o curador do Museu Royal Tyrrell, Donald Henderson. "A área era um oceano, e a maior parte dos achados são de invertebrados como moluscos e ammonites."

O anquilossauro deveria ter cerca de cinco metros de comprimento e outros dois de largura. Ao contrário de outros fósseis, não estava incrustado em sedimentos rochosos e apresenta boas condições.
O último fóssil de grandes proporções já registrado em Alberta foi de um réptil marinho gigante, o Ichthyosaurus, localizado dez anos atrás perto de Fort McMurray.

25 março, 2011

Descoberto no Brasil um herbívoro com dentes de sabre

Representação artística de ‘T. eccentricus’, mais antiga espécie com dentição adaptada para mastigação descoberta até hoje. Na imagem, o animal mostra seus dentes de sabre para se defender do ataque de um predador carnívoro. (arte: Juan Carlos Cisneros)
Ilustração da cabeça de 'T. eccentricus'. Embora herbívoro, o animal tinha presas bem desenvolvidas para afastar predadores ou atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou território. (arte: Juan Carlos Cisneros)
Ossos do crânio de ‘T. eccentricus’ encontrados no Rio Grande do Sul. (foto: Juan Carlos Cisneros)
Equipe de paleontólogos durante o processo de escavação do fóssil de 'T. eccentricus' no município gaúcho de São Gabriel. (foto: Juan Carlos Cisneros)
Espécie que habitou a região do Rio Grande do Sul chama a atenção de paleontólogos por traços fora do comum. Ancestral dos mamíferos, 'Tiarajudens eccentricus' viveu há cerca de 260 milhões de anos.
‘Excêntrico’ foi o termo mais adequado que o paleontólogo Juan Carlos Cisneros encontrou para definir uma espécie pré-histórica que viveu na região do pampa gaúcho há cerca de 260 milhões de anos.
É que o animal, pertencente ao grupo que deu origem aos mamíferos, foge totalmente aos padrões de seus colegas contemporâneos.
Tiarajudens eccentricus é peculiar primeiramente pelo fato de ser o mais antigo animal já descoberto com uma formação dentária adaptada para a mastigação.
A dentição, semelhante à da capivara, permitia à espécie se alimentar de plantas diferentes das consumidas por pareiassauros, répteis herbívoros da mesma época cujo formato dos dentes, semelhante ao da tartaruga, possibilitava apenas o corte de folhas.
Por causa da forma de sua arcada dentária, está claro para os pesquisadores que a espécie era herbívora.
É por isso que outra característica chama ainda mais a atenção: embora se alimentasse apenas de plantas, o bicho tinha caninos extremamente longos, conhecidos como dentes de sabre.
Esse tipo de presa é comum em espécies carnívoras, como o famoso tigre-dentes-de-sabre, que viveu entre 3 milhões e 10 mil anos atrás.

Cisneros acredita que as estruturas serviam para o animal se defender de predadores ou para atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou por território. “Cervos atuais, como o veado-almiscareiro e o veado-d’água, também têm caninos bem desenvolvidos embora sejam herbívoros”, explica o paleontólogo.
“Esses animais, desprovidos de chifres, utilizam as presas para se defender.” O pesquisador ressalta que, apesar da semelhança no comportamento, Tiarajudens eccentricus não tem qualquer relação de parentesco com os veados.

O animal, aliás, não tem descendentes diretos vivos. A espécie integrava a ordem dos terapsídeos, que na classificação zoológica fica entre os répteis e os mamíferos, mas que hoje está extinta.
De tão excêntrico, o bicho inaugurou também o gênero Tiarajudens, criado em homenagem ao distrito de Tiaraju, no município de São Gabriel (RS), onde o fóssil de um exemplar do animal foi encontrado.
Para classificar o terapsídeo gaúcho, os pesquisadores criaram ainda um novo grupo taxonômico (Anomocephaloidea), no qual foi incluído também o Anomocephalus africanus, animal descoberto na década de 1990 na África do Sul e considerado o parente mais próximo de Tiarajudens eccentricus.
Segundo Cisneros, A. africanus também era herbívoro, mas seus caninos não se destacavam tanto como os de seu primo sul-americano.

Antes dos dinossauros

Há cerca de 260 milhões de anos, os continentes ainda estavam agrupados em uma única porção de terra conhecida como Pangeia, e o mundo ainda precisava esperar 40 milhões de anos para ver o surgimento do primeiro dinossauro.
Nesse contexto, na região que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul, T. eccentricus convivia com pareiassauros, dinocefálios (terapsídeos que se alimentavam de planta ou carne), temnospôndilos (anfíbios carnívoros de morfologia semelhante à do jacaré) e tubarões de água doce.
Acredita-se que T. eccentricus costumava viver próximo a rios e lagos, já que, além de água, precisava de plantas que crescessem nas margens fluviais para sobreviver.
Os indivíduos da espécie, entretanto, não formavam grupos. “Animais que têm presas grandes para se defender costumam ser territorialistas e demarcar espaços individuais”, explica Cisneros.

Escavações

A descoberta do fóssil de T. eccentricus no pampa gaúcho não ocorreu por acaso. Tudo começou no fim de 2008, quando Cisneros, que é professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), fazia seu pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Estudos geológicos em rochas sedimentares da área entre o sudoeste e o sul do estado gaúcho já haviam mostrado que a região tinha potencial para abrigar fósseis do período Permiano (299 a 251 milhões de anos atrás). “Apesar disso, não havia trabalhos de paleontologia no local”, conta o pesquisador.
Da prospecção da área participaram pesquisadores da UFPI, da UFRGS e da Universidade de Witwatersrandde, de Joanesburgo, na África do Sul.
No fim do trabalho, Cisneros calcula que um terço do esqueleto de um T. eccentricus foi encontrado.
“Felizmente temos a metade esquerda da cabeça, que basta para saber como é o outro lado.” Entre os demais ossos coletados estão as patas dianteira e traseira esquerdas, além de escápula e clavícula (que ligam ossos dos membros superiores à coluna) e gastrálias (tipo de costelas abdominais, ausentes no ser humano).
A reconstituição do conjunto de ossos permite ao grupo concluir que o animal era quadrúpede. A forma já desenvolvida de ossos como o fêmur e o úmero, por sua vez, revelam que o fóssil é de um exemplar adulto da espécie, que chegava ao tamanho de uma anta.
As próximas etapas do estudo preveem tomografias do crânio, para que se possa compreender melhor a formação dentária, e um estudo mais detalhado da anatomia do animal.
Características como presença de pelos, cor da pele, tipo de gestação e tempo médio de vida de T. eccentricus ainda são desconhecidas. Isso significa que os novos estudos podem revelar que a espécie era ainda mais bizarra do que já se sabe.

24 março, 2011

Encontrado na Argentina fóssil de precursor dos dinossauros gigantes

Réplica em tamanho natural de esqueleto do Leonerasaurus taquetrensis encontrado na Patagônia argentina.
O novo fóssil de dinossauro encontrado na Patagônia argentina (sul) é uma espécie desconhecida que explica a origem dos gigantes herbívoros que habitaram a Terra há 170 milhões de anos, disse nesta quarta-feira à AFP o pesquisador que participou da descoberta.
"A importância da descoberta é que se trata de uma nova espécie. Ela nos oferece dados sobre a origem dos dinossauros saurópodes, de pescoço e cauda longos, herbívoros, e que foram os maiores seres da história da Terra", disse Diego Pol, cientista do Museu de Paleontologia Egidio Feruglio.
O animal, que mede cerca de 3 metros de comprimento, foi batizado Leonerasaurus taquetrensis e é uma "espécie muito primitiva, de 180 milhões de anos que ajuda a entender a árvore genealógica dos gigantes que surgiram depois", segundo Pol.
A Argentina se tornou há alguns anos um importante centro pelas descobertas de fósseis de dinossauros, entre eles o Argentinosaurus huinculensis, de 98 milhões de anos, o maior herbívoro já encontrado no mundo.
"Boa parte do esqueleto do Leonerasaurus foi encontrada. Falta parte do crânio e a cauda. Mas temos a coluna vertebral, a cintura, as patas dianteiras e as traseiras", disse Pol, cientista do organismo estatal de pesquisas científicas Conicet, em Trelew, 1.400 Km ao sul de Buenos Aires.
O Leonerasaurus foi encontrado em um sítio da era Jurássica localizado nas serras patagônicas de Taquetrén, que serviram de inspiração para o "nome" do fóssil.
O Leonerasaurus é considerado um 'elo perdido' que liga os antigos e pequenos prossaurópodes com seus irmãos maiores, os saurópodes.

Cientistas encontram proteínas na pele fossilizada de um dinossauro

A alta tecnologia deu um passo importante na investigação do passado da Terra ao descobrir, graças as radiografias tiradas com um síncrotron, a primeira imagem de compostos orgânicos da pele de um dinossauro que viveu há 50 milhões anos atrás.
Se trata de um hadrossauro, perfeitamente preservado, que foi encontrado na formação de Green River, em Utah (EUA).

Uma equipe liderada por Roy Wogelius e Phil Manning usou um feixe de luz síncrotron da Universidade de Stanford e a tecnologia de infravermelhos de Manchester para revelar a existência de tecido macio no enorme sáurio fossilizado do Eoceno.

As imagens obtidas revelaram detalhes da composição orgânica da pele, tais como amidas, porque, como explicam na revista Royal Society Proceedings B ", quando a composição original da pele começou a se desintegrar, deixou um rastro químico com traços de metal, e nessas condições especiais esses metais atuam como uma "ponte" para os minerais dos sedimentos, de modo que o material da pele se manteve protegido .

Para o geoquímico Roy Wogelius, "a distribuição mapeada de compostos organicos e metais em uma pele de cerca de 50 milhões de anos têm semelhanças com a de um lagarto moderno, por isso, é difícil distinguir o que é o fóssil e o que é atual e foi conseguido graças aos novos métodos que revelam padrões químicos que foram ignoradas até agora. "

21 março, 2011

Paleontólogo diz ter descoberto fósseis de 70 milhões de anos em MG

A chuva dos primeiros meses do ano ajudaram pesquisadores do Sítio Paleontológico de Peirópolis, em Uberaba, na Região do Triângulo Mineiro, a fazer novas descobertas. A água escavou a terra e revelou fósseis que, segundo o paleontólogo, Luis Carlos Ribeiro, podem ser de dinossauros de 70 milhões de anos atrás.
Ainda segundo o paleontólogo, os fósseis encontrados são do fim da era dos dinossauros. “Encontramos um fragmento de um osso provavelmente de um ‘Titanossauro’. Ele não deixa de ser mais um elemento para estudo e conhecimento de como era o ambiente e as forma de vidas que habitaram esta região há 70 milhões de anos”, disse.
Durante o período chuvoso não há escavação. Segundo o paleontólogo, com as chuvas, o terreno fica argiloso e na tentativa de retirar o fóssil, ele pode se fragmentar.

Fonte: G1
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