27 dezembro, 2011

Dinossauros herbívoros encontrados pela primeira vez Antártida

A presença de grandes dinossauros herbívoros foi registrada pela primeira vez na Antártida. Num trabalho dirigido por Ignacio Alejandro Cerda, do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina), explica-se que a espécie titanossauro, pertencente aos saurópodes, teve uma distribuição mundial, pelo menos durante o Cretáceo Superior. O estudo está publicado no jornal alemão «Naturwissenschaften».
Até agora os vestígios de saurópodes, um dos grupos mais comuns de dinossauros herbívoros tinham sido encontrados em todos os continentes exceto na Antártida.
Nas últimas duas décadas foram feitas algumas descobertas de dinossauros na Ilha James Ross (extremo nordeste da Península Antártica). Mas é a primeira vez que se encontra um saurópode.
Os investigadores apresentam no artigo agora publicado uma descrição detalhada do fragmento de uma vértebra da cauda, recuperada naquela ilha. O tamanho e a morfologia específica da amostra levam os investigadores a identificá-lo como um “titanossauro avançado”.
Estes dinossauros apareceram durante o Cretáceo inferior e compõem o grupo mais predominante de saurópodes. Extinguiram no final do Cretáceo, juntamente com a grande maioria dos dinossauros. Apesar de ter sido uma das espécies mais comuns e com maior êxito, a sua origem e dispersão não estão ainda totalmente esclarecidas.

19 dezembro, 2011

Nova espécie de dinossauro descoberta em Museu de História Natural

Após quase um século no local, uma nova espécie de dinossauro com chifre, conhecida como Spinops sternbergorum, foi encontrada no depósito do Museu de História Natural da Inglaterra.
Os restos do herbívoro, da mesma família do Triceraptor, foram escavados junto com um grande grupo de fósseis, na chamada “cama de ossos” de Alberta, no Canadá, em 1916.
Mas a ossada não foi levada a sério pelo responsável de Geologia do Museu na época, e ficou quase 100 anos guardada, até que especialistas perceberam a novidade.
Ela foi reencontrada por um grupo de pesquisadores que decidiu dar uma nova olhada nos fósseis. O líder do grupo, Andrew Farke, afirma que “sabia na hora que o fóssil era diferente, e foi muito excitante aprender sobre sua evolução”.
“Aqui temos não apenas um, mas diversos indivíduos das mesmas espécies, então estamos confiantes de que não se trata apenas de um exemplo estranho, mas de uma espécie até então desconhecida”, diz.
Os paleontologistas terão que redefinir a forma com que o grupo dos dinossauros com chifres, herbívoros e com extensões ósseas no pescoço é classificado.

Paleontólogos encontram fóssil de nova espécie de crocodilo no interior de São Paulo

Paleontólogos encontram fóssil de nova espécie de crocodilo no interior de São Paulo. A descoberta enriquece o cenário pré-histórico brasileiro e contribui para os estudos sobre a vida no Cretáceo.

O interior do estado de São Paulo possui um dos sítios paleontológicos mais férteis do Brasil. Nele já foram encontrados fósseis de espécies de dinossauros, tartarugas e, agora, mais uma descoberta engrossa a lista dos crocodilos pré-históricos paulistas.
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acharam o fóssil de uma nova espécie de crocodilo na Bacia Bauru, região que abrange o interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul, o norte do Paraná e o sul dos estados de Goiás e Minas Gerais, mais precisamente no município de Monte Alto.
Da família dos Sphagesauridae, o Caipirasuchus paulistanus – como foi batizado pelo grupo – teria vivido no período Cretáceo, entre 85 e 90 milhões de anos atrás.
A análise do material coletado – um crânio bem preservado e parte do pós-crânio – sugere um animal terrestre, com possíveis hábitos noturnos, ágil e capaz de se deslocar por longas distâncias, diferente de seus parentes mais próximos que ainda vivem na Terra.
“Os crocodilos desse grupo são muito especiais”, afirma o geólogo Ismar de Souza Carvalho, um dos autores do estudo.
“São pequenos e não medem muito mais do que um metro. Os olhos são posicionados de maneira lateral, diferente do que vemos nos crocodilos atuais, e as narinas ficam na parte anterior do focinho.”


Uma espécie exótica


Além da posição dos olhos e das narinas, a dentição do novo crocodilo também chamou a atenção dos pesquisadores, conta Carvalho.
“Os dentes posteriores do crânio formam uma coroa triangular e são transversais, enquanto os anteriores têm uma forma cônica. Na mandíbula, os dentes anteriores estão em uma fileira central e os posteriores, em uma linha diagonal. Esse tipo de padrão de dente não tem similar entre os crocodilos atuais.”

Essa estrutura, aliada às demais características anatômicas do animal, indicam uma dieta diversificada, peculiar entre os crocodilos, que poderia incluir carne, vegetais, raízes duras e até mesmo conchas de moluscos que vivem em água doce.
“O ambiente e as relações ecológicas exigiram essas adaptações”, explica o paleontólogo Fabiano Iori, outro autor da descoberta.
“Logo, ao analisarmos esses aspectos, teremos subsídios para imaginar o seu contexto ambiental”, completa. Portanto, o feito pode trazer novas considerações sobre a vida no interior de São Paulo durante o Cretáceo.
Segundo os pesquisadores, a extrema especialização do animal, com sua anatomia e alimentação singulares, teriam inviabilizado a continuação da espécie. Hoje, não é possível encontrar crocodilos semelhantes.

Por uma paleontologia brasileira


O nome Caipirasuchus paulistanus é outra peculiaridade do crocodilo encontrado no interior de São Paulo.
Iori descobriu o fóssil no dia 9 de abril, aniversário do famoso ator brasileiro Amácio Mazzaropi (1912-1981), conhecido por sua essência caipira e pelos sucessos de bilheteria nos cinemas do país.
Para Carvalho, batizar a nova espécie com essa homenagem ao ator faz parte de um esforço do grupo para dar uma identidade à paleontologia nacional.

“O que estamos dizendo é que, sim, nós temos animais pré-históricos abaixo da linha do Equador e que eles, muitas vezes, não são iguais aos que existiram nos outros lugares. E assim como nós temos a nossa cultura, como o homem caipira tem sua cultura, nós na paleontologia também temos uma identidade única para nossos fósseis.”

19 novembro, 2011

Ovos de dinossauro roubado na Romênia há 6 anos são recuperados

Roubados há seis anos na Romênia, três ovos de dinossauro anão foram encontrados na Itália e serão levados de volta ao país do Leste Europeu, informou nesta quinta-feira a imprensa romena.
"Os ovos foram roubados por dois romenos que agora estão sendo investigados em liberdade", explicou ao jornal Adevarul a promotora Adina Velescu.
Os ovos foram roubados no parque de dinossauros de Tustea, na província de Hunedoara, e vendidos a um italiano, que os guardou em sua casa, em Veneza.
As autoridades judiciais italianas atuaram em conjunto com as romenas, que encontraram a pista dos ovos depois que dois arqueólogos romenos descobriram na internet um anúncio de sua venda.
Os três ovos, que têm 67 milhões de anos e pertencem à espécie dos dinossauros anões, são estimados em 500 mil euros.
O tesouro roubado chegará nesta sexta-feira à província de Hunedoara e será exposto em um museu de Bucareste, segundo a imprensa local.

17 novembro, 2011

Paleontólogos acham cemitério de baleias pré-históricas

Descoberta no Chile é inédita pela qualidade e variedade de fósseis
Paleontólogos descobriram um grande cemitério de baleias pré-históricas no deserto do Atacama, no norte do Chile.
Oito fósseis de mais de sete milhões de anos foram achados no local.
O diretor do sítio, John Vega, afirma que em apenas 15 dias foram descobertas quase 15 baleias.
Os cientistas dizem que ossos fossilizados pertencem a antepassados antigos das baleias modernas. Restos de tubarões, golfinhos e focas também foram encontrados.

Piauí pode ter cratera formada na época dos dinossauros

Um grupo de pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) achou evidências de que uma cratera circular no Piauí, formada pelo impacto de um meteorito, pode ter sido gerada na mesma época em que ocorreu a extinção dos dinossauros.
O impacto teria marcado o final do período Cretáceo, há 65 milhões de anos. Se a hipótese se confirmar, a cratera piauiense teria surgido no mesmo período que a de Chicxulub, no México --colisão que é a causa mais aceita para o sumiço dos dinos e de mais de 70% da biodiversidade da Terra naquela época.
A equipe da Unicamp analisou a estrutura circular de Santa Marta, em Gilbués, no Piauí, para estudar sua origem e o processo de degradação de terras da região.
O Brasil --assim como toda a América do Sul-- tem poucas estruturas de impacto de aspecto circular comprovadas.
"Mas há um conjunto significativo de estruturas circulares conhecidas que carecem de investigação", explica o engenheiro geólogo Carlos Roberto Souza Filho, coordenador do trabalho.

CONJUNTO DE PISTAS

Para os pesquisadores da Unicamp, Santa Marta reúne muitos elementos que corroboram sua origem por impacto de meteorito.
"Encontramos praticamente todas as feições macroscópicas, como cones de estilhaçamento, e microscópicas, como deformações em quartzo, que sinalizam a passagem de ondas de choque e a deformação de materiais relacionadas a um impacto."
Os pesquisadores notaram ainda que a desertificação da região pode ter sido causada pela colisão do bólido.
"As rochas estão fragilizadas em virtude de denso fraturamento [causado pelo impacto]. Essas fraturas parecem ter potencializado a erosão, o que pode ter contribuído fortemente para o amplo processo de degradação de terras", analisa o engenheiro geólogo Juliano Senna, que também é da equipe.
As rochas mais novas atingidas pelo meteorito correspondem a sedimentos depositados na região no final do período Cretáceo.
Isso significa que há uma possibilidade de que o meteorito que formou Santa Marta esteja na mesma janela temporal do impacto que criou a cratera de 180 km de diâmetro de Chicxulub.
Se a hipótese for comprovada, a cratera do Piauí será a única até hoje identificada no hemisfério Sul formada no mesmo período da famosa cratera mexicana.

PANCADARIA

Essa identificação temporal é importante porque uma das hipóteses em debate hoje em dia considera que o impacto no México pode ter sido acompanhado por outros simultâneos em várias regiões da Terra.
"Mas ainda estamos no campo da especulação. Muitas análises sofisticadas sobre as amostras coletadas no campo serão necessárias para que tenhamos alguma confirmação dessas hipóteses", enfatiza Souza Filho.
"Essa é uma investigação demorada, de geoquímica de precisão, que depende de métodos específicos e bastante onerosos", complementa Senna.
O trabalho de Souza Filho com crateras formadas por impactos de meteoritos já tem uma década.
Em 2002, ele publicou um artigo na revista "Science" sobre os impactos na Argentina, onde há o quinto maior campo de tectitos ("vidros" gerados pela colisão de meteoritos) do mundo.
Agora, os cientistas submeteram o trabalho sobre a cratera Santa Marta para revistas especializadas em geologia e ciências planetárias.

08 novembro, 2011

Dinossauro pavão tinha cauda chamativa que pode ter sido usada para flerte

Um dinossauro mais conhecido como “ladrão de ovos” também pode ter sido uma diva exibicionista com uma cauda de penas chamativa.
Os dinossauros oviráptors viveram no período Cretáceo, cerca de 75 milhões de anos atrás. Eles ganharam esse nome latino para “ladrão de ovos”, porque o primeiro espécime foi encontrado perto de uma ninhada de ovos, como se o animal os estivesse roubando.
Mais tarde, descobertas revelaram que os ovos eram provavelmente ovos de oviráptor mesmo, embora a dieta do dinossauro, e se incluía ovos, é praticamente desconhecida.
Agora, uma nova pesquisa revelou que esses dinossauros eram peritos em agitar as penas de sua cauda.
Segundo o pesquisador Scott Persons, esses dinossauros têm caudas excepcionalmente compactas e flexíveis, que, combinadas com um leque de penas anexado ao final da cauda, teriam permitido que o oviráptor fizesse um show similar ao de um pavão moderno.
Persons começou a estudar as caudas de várias espécies de oviráptor como parte de um estudo mais amplo sobre as caudas de todos os terópodes, um grupo de dinossauros estreitamente relacionado com as modernas aves.
Oviráptors são interessantes porque eles têm caudas muito estranhas, com um arranjo diferente de ossos.
“A cauda de um oviráptor, em comparação com a cauda da maioria dos outros dinossauros, é muito curta”, disse ele.
“Mas não é curta porque está faltando um monte de vértebras, é curta porque dentro da vértebra da cauda em si, há uma espécie de conjunto achatado, denso”.
Esse arranjo de ossos denso tornou as suas caudas especialmente flexíveis, da mesma forma que a coluna de uma pessoa, com as suas junções ósseas, pode mover-se mais sinuosamente que um braço, que tem apenas um par de articulações.
Além disso, a comparação com as caudas de répteis modernos sugere que os oviráptors tinham caudas particularmente musculosas.
Impressões fósseis revelam que eles também vinham equipados com um leque de penas no final de suas caudas, anexado a um pedaço de vértebras fundidas não muito diferentes daquelas encontradas na cauda dos pássaros modernos.
“Se você combinar isso com uma cauda musculosa muito flexível, o que você tem é uma cauda que poderia, pelo menos potencialmente, ter sido usada para ‘alarde’”, disse Persons.
E, assim como os pássaros modernos, os oviráptors podem muito bem ter sido fãs de exibições de suas caudas para impressionar potenciais companheiras. “Se você pensar em pavões, eles frequentemente usam suas caudas para flerte”, fala Persons.

30 outubro, 2011

Jurassic Park: The Game - Video mostra detalhes do jogo

A Telltale Games  divulgou um novo vídeo de Jurassic Park: The Game, em que mostra detalhes da produção do jogo. O produtor-executivo da empresa, Kevin Boyle  explica que o título deve continuar a história do primeiro filme. Entre outros detalhes, o vídeo informa um pouco sobre a mecânica jogo: será possível trocar de câmeras e escolher diálogos, assim todos os quebra-cabeças do game serão resolvidos por utilização de dois ou mais personagens. Os jogadores também poderão explorar cenas do filme. Confira:
A história será ancorada nos eventos, cenários e tom do primeiro filme e seguirá um personagem que teve uma ponta no cinema. O cenário será a Ilha Nublar e a trama misturará ação, exploração e aventura de forma "cinematográfica e intuitiva".
O lançamento de Jurassic Park: The Game acontecerá em cinco partes, a partir de abril de 2012, para PlayStation 3, Xbox 360, Mac e PCs. A versão para consoles sai no terceiro trimestre.

19 outubro, 2011

Carnotaurus era mais rápido e mortífero que se imaginava

O dinossauro carnívoro conhecido como carnotaurus, que habitava a América do Sul, era uma espécie muito mais mortífera do que se acreditava, segundo as últimas pesquisas de um cientista da Universidade de Alberta, no Canadá.

O carnotaurus era um predador de 7 m de comprimento com uma cauda grande e musculosa que, segundo o estudante de pós-graduação Scott Persons, o transformou em um dos caçadores mais rápidos de seu tempo.
Um exame detalhado dos ossos da cauda do Carnotaurus mostrou que seu músculo caudofemoralis possuía um tendão que se unia aos ossos da coxa.
A flexão deste esquema muscular das pernas para trás conferia ao carnotaurus mais potência e velocidade em cada passo.
Em uma pesquisa anterior, Persons encontrou uma flexão similar à da cauda nos músculos da cabeça, como o emblemático predador Tyrannosaurus rex.
Até esta descoberta, os pesquisadores pensavam que a cauda do T-rex era simplesmente um contrapeso à sua cabeça.
O exame que Persons realizou com a cauda do carnotaurus mostra que ao longo dela havia ossos similares a pares de costelas que se entrelaçavam em linha.
Com o auxílio de computadores 3D, o estudante de pós-graduação descobriu que essas costelas eram o apoio de um grande músculo caudofemoralis.
Contudo, Persons adverte que a força e a rapidez do carnotaurus se manifestavam em linha reta, já que a estrutura dos ossos gerava muita rigidez, dificultando fazer giros com velocidade.
Esta espécie de dinossauro possuía o maior músculo caudofemoralis de todos os animais conhecidos, vivos ou extintos.

Fóssil revela pterossauro dentado enorme

Uma análise de um fóssil de pequeno porte (a ponta do focinho de um pterossauro com dentes) revelou que um grupo do extinto réptil voador pode chegar a tamanhos maiores do que se pensava.
“O que esta pesquisa mostra é que alguns pterossauros dentados atingiam tamanhos verdadeiramente espetaculares e, por agora, nos permite colocar um limite superior de probabilidade de tamanho – cerca de 7 metros de envergadura”, disse David Unwin, um dos pesquisadores que examinou o fóssil no Museu de História Natural de Londres.
Pterossauros são répteis voadores que viveram ao mesmo tempo em que os dinossauros, entre 210 milhões a 65 milhões de anos atrás.
Os pesquisadores acreditam que este fóssil pertence a uma espécie de ornitocheiro, um tipo de réptil que se alimentava de peixe, que foi o maior dos pterossauros dentados.
O animal usava os dentes nas pontas de suas mandíbulas para agarrar sua presa enquanto voava baixo sobre a superfície da água.
Outros tipos de pterossauros, como os sem dentes, podem chegar a tamanhos muito maiores, com envergadura de até 10 metros.
Os pequenos fósseis encontrados incluíam apenas a ponta do focinho e um pequeno pedaço de um dente, mas com eles os pesquisadores foram capazes de calcular o tamanho do animal.
“Embora a coroa do dente esteja quebrada, calculamos que seu diâmetro seja de 13 milímetros. Isso é enorme para um pterossauro. É uma descoberta muito emocionante”, diz o cientista David Martill, que colaborou na pesquisa.
Baseado na forma do fragmento de fóssil, os pesquisadores o identificaram como pertencente a uma espécie conhecida como Coloborhynchus capito, um ornitocheiro raro. O fóssil foi coletado em meados do século 19, em Cambridgeshire, na Inglaterra.
Não está claro por que os pterossauros desdentados podem chegar a tamanhos muito maiores do que os pterossauros dentados, mas pode ser porque os dentes são pesados.

14 outubro, 2011

Polvo gigante mandou nos mares há 200 milhões de anos

Na mitologia nórdica, o Kraken era um polvo gigante que aterrorizava os marinheiros

Parque Estatal Berlin-Ichthyosaur (Nevada, EUA) poderia ser um covil do “monstro marinho”.


Através do estudo das marcas encontradas em ossos de nove ictiossauros (Shonisaurus popularis) com 15 metros de comprimento, que viveram durante o Triásico (há mais de 200 milhões de anos), um grupo de investigadores norte-americanos diz ter bases para confirmar a existência de um gigante ser marinho, provavelmente um grande polvo ou uma lula, idêntico ao mitológico kraken, o monstro da mitologia nórdica.

Este animal, capaz de matar e alimentar-se dos maiores predadores da sua época não deixou evidências diretas da sua existência, pois o seu corpo decompunha-se rapidamente após a morte, impedindo o processo de fossilização.

Um grupo de investigadores liderado por Mark McMenamin, do Mount Holyoke College (Massachussets), estudou durante vários anos a morte de nove répteis marinhos encontrados precisamente no Parque Estatal Berlin-Ichthyosaur, no Nevada (EUA), onde se encontram preservados os fósseis.

Até agora, a explicação para a morte desses animais seria o aparecimento de um tipo de plâncton tóxico.

Mas estes paleontólogos têm uma visão diferente. Quando da descoberta dos ossos, McMenamin ficou surpreendido pela sua disposição, que sugeria que nem todos tinham morrido ao mesmo tempo.

Tudo indica que os restos tenham sido colocados nessa posição com um propósito concreto, que lembra o que fazem os polvos atuais com as suas presas quando as levam para as “tocas”.

As marcas nos ossos dos ictiossauros sugerem que uma criatura parecida com um polvo ou uma lula gigante sufocou os animais, partindo-lhes o pescoço.
Além disso, as vértebras mostram marcas que remetem para a forma das ventosas do tentáculo de um cefalópode.

O Berlin-Ichthyosaur State Park será, segundo os investigadores, o covil do kraken que os matou.

Tiranossauro era maior do que se pensava

Fóssil encontrado em Dakota do Sul pesava, pelo menos, nove toneladas, 30% mais do que o calculado até agora.

O tiranossauro, um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos, era mais pesado, e crescia mais rapidamente do que se pensava, destaca um estudo divulgado na quarta-feira.
Os cientistas que participaram da pesquisa projetaram digitalmente a massa corporal de cinco fósseis de tiranossauro, entre eles Sue, o animal em exposição no The Field Museum of Natural History, em Chicago, Illinois.
O esqueleto fossilizado mais completo e volumoso de um Tyrannosaurus rex de que se tem conhecimento foi encontrado em Dakota do Sul, no ano de 1990.
Segundo o estudo divulgado na quarta-feira (12), o réptil pesava pelo menos nove toneladas, 30% mais do que o calculado até agora, e media 3,5m de altura e 13m de comprimento.
"Sabíamos que ele era grande, mas um aumento de 30% em seu peso é algo inesperado", destacou Peter Makovicky, funcionário do Field Museum e um dos principais redatores da publicação americana especializada em ciência "PLoS One".
Ao contrário dos métodos empregados até agora, a nova fórmula utiliza esqueletos fossilizados montados para indicar, com o uso da informática, a massa corporal desses dinossauros bípedes, que desapareceram há 65 milhões de anos.

As estimativas anteriores baseavam-se em modelos que levavam em conta apenas os esqueletos - o que pode aumentar até os menores erros -, ou em animais vivos, porém dotados de corpos muito diferentes do dos dinossauros", explicou Makovicky.
O novo enfoque também leva em conta três modelos, que consideram três tipos de dinossauro: os bem-alimentados, os desnutridos e os obesos, segundo as variações inerentes à natureza. "Isso permite evitar escolher um resultado de forma arbitrária", destacou Karl Bates, da Universidade de Liverpool, Grã-Bretanha, que participou do estudo.
Os cientistas descobriram ainda que o tiranossauro crescia duas vezes mais rapidamente do que se pensava, somando até 1.790kg por ano durante a fase de crescimento. Esse desenvolvimento rápido, até chegar a um tamanho gigantesco, foi obtido em detrimento de sua agilidade, destacaram os autores do estudo.
Ao crescer, o torso do tiranossauro se alongava e se tornava mais pesado, enquanto suas extremidades permaneciam relativamente curtas e leves, deslocando o centro de gravidade para a frente.

Paleontólogos encontram fóssil quase perfeito de dinossauro jovem

Com cerca de 72 centímetros e 135 milhões de anos, fóssil de terópode encontrado no sul da Alemanha é o mais completo da Europa, afirmam os cientistas.

Paleontólogos alemães encontraram o que eles afirmam ser o mais bem conservado fóssil de dinossauro já localizado na Europa. O anúncio da descoberta foi feito na quarta-feira (12/10) em Munique, capital da Baviera.
O esqueleto do ainda não batizado terópode está 98% completo e é um dos mais bem preservados do mundo, disse Oliver Rauhut, pesquisador do Museu de Paleontologia e Geologia do Estado da Baviera.

O fóssil de 72 centímetros de comprimento de um filhote de dinossauro estava em Kelheim, na região da Baixa Baviera.
O achado é considerado uma sensação pelo grupo de paleontologistas porque é raro encontrar esqueletos de dinossauros jovens, ainda mais com pedaços de pele e cabelo.
O novo achado será apresentado ao público durante quatro dias, a partir de 27 de outubro, durante uma exposição de minerais em Munique.

Sob a direção de Rauhut, uma equipe internacional de cientistas está fazendo uma avaliação da sensacional descoberta.
"O fóssil de cerca de 135 milhões de anos é de importância científica fundamental”, disse o especialista em dinossauros.

Muitos fósseis estão sendo encontrados na China. "Muitas vezes, à primeira vista, esses fósseis parecem bem completos. Num exame mais atento se vê, porém, que a preservação dos ossos lá não é muito boa", compara.

A nova descoberta é apenas bidimensional, mas os ossos e muitos detalhes anatômicos estão muito bem preservados.
Os cientistas destacam principalmente o grau de conservação de 98%. "Os esqueletos de tiranossauros mais completos que temos estão em torno de 80% preservados, o que já é excelente", comenta Rauhut.

Os esqueletos de terópodes, que incluem o famoso tiranossauro, estão entre as mais raras descobertas de dinossauros. Uma grande parte das espécies identificadas é conhecida apenas a partir de fragmentos.


Um jovem esqueleto de 135 milhões de anos


Segundo os cientistas, é difícil precisar a idade exata que o dinossauro tinha ao morrer. "Um tiranossauro recém saído da casca teria mais ou menos este tamanho”, diz Rauhut. "Mas ele também poderia ser um ano mais velho."
Não há dúvida de que se trata de um animal jovem por causa do tamanho do crânio e das proporções e superfície dos ossos.

Informações sobre animais jovens são particularmente importantes para que os pesquisadores possam entender os mecanismos evolutivos.

Também a descoberta de pêlo é significativa. Os pêlos de dinossauros são há anos o foco de muitas pesquisas, pois deles se originaram as penas do urvogel (ave original) Archaeopteryx.

"Em resumo, podemos dizer que este novo terópode é provavelmente o mais importante fóssil de archosauria descoberto em solo alemão desde o Archaeopteryx", disse Rauhut.

A descoberta foi feita entre um e dois anos atrás, disse o paleontólogo, que não quis informar a exata localização nem o proprietário da área.

Provavelmente o fóssil, que ainda precisa ser batizado com um nome científico, será mais tarde cedido a um museu.

11 outubro, 2011

Estudo revela cobra mais antiga do país

Cientistas encontraram duas vértebras no Maranhão; fósseis pertenceram a um par de serpentes distintas que viveram há 95 milhões de anos.

Vértebras de serpentes que viveram há 95 milhões de anos no Maranhão são os fósseis mais antigos desse tipo de réptil no País.

A descoberta, feita por paleontólogos maranhenses, virou objeto de estudo na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Os cientistas esperam publicar, em breve, descrições minuciosas dos fósseis.
A paleontóloga Annie Schmaltz Hsiou acredita que as vértebras pertenceram a duas espécies da família Madtsoiidae, um galho seco da árvore evolutiva das serpentes que hoje não conta com representantes vivos.
Especialista em serpentes pré-históricas, Annie estava no doutorado quando Manuel Alfredo Araujo Medeiros lhe mostrou fotos de duas vértebras que havia encontrado na Falésia do Sismito, uma formação da Ilha do Cajual, a 30 quilômetros de São Luís (MA). Os dois cientistas participavam do 20.º Congresso Brasileiro de Paleontologia, em Búzios (RJ), há quatro anos.

Medeiros, um paleontólogo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tentava, sem sucesso, identificar o animal pré-histórico de onde vieram os dois ossos.
A pesquisadora não teve dúvidas: eram serpentes. E manifestou grande interesse pelo material que hoje está no Laboratório de Paleontologia da USP de Ribeirão Preto, onde Annie pesquisa e leciona.
Ela evita especular sobre características e hábitos de animais que deixaram vestígios tão tênues da sua existência.
Mas considera provável que, como muitas serpentes latino-americanas atuais, vivessem próximas a cursos d'água. "Deviam ser parecidas com jiboias, mas menores e mais finas", pondera.
No lugar onde os fósseis foram achados existia, há 95 milhões de anos, um estuário - ponto de encontro entre o rio e o mar.
Provavelmente, a corrente trazia do continente ossos de animais que eram despejados à margem do fluxo e soterrados.
Muitos sedimentos se depositaram sobre o cemitério de animais pré-históricos, formando uma falésia de arenito que hoje recebe os choques do mar.
Quando a maré baixa - e, no Maranhão, ela pode variar até 7 metros -, os cientistas visitam o local e cavoucam a camada de 10 centímetros do paredão onde os fósseis ficaram depositados.
A maioria está muito fragmentada, mas bastam 10 minutos para achar alguma coisa: dentes, escamas, vértebras... "Já achamos 10 mil fósseis neste sítio", afirma Medeiros. "Mas faltam pesquisadores para analisar com cuidado as descobertas."
Annie tem vontade de voltar ao local para procurar mais pistas sobre as serpentes. "É o único lugar do Brasil com registros de fauna terrestre do Cenomaniano (entre 93,5 e 99,6 milhões de anos atrás)", afirma a paleontóloga, recordando que os fósseis apresentam grande analogia com a fauna pré-histórica da África.
"Quando esses animais ainda viviam, os continentes tinham acabado de se separar: a África estava a menos de 600 quilômetros da costa."

07 outubro, 2011

Portugal: Descobertas novas jazidas de dinossauros

Potencial de patrimônio paleontológico por explorar em Torres de Vedras
Três novas jazidas de dinossauros de dimensões significativas foram descobertas em Torres Vedras, vindo assim a comprovar o potencial de patrimônio paleontológico por explorar naquele concelho, anunciaram investigadores da Associação Leonel Trindade.

Bruno Silva, investigador e presidente da Associação Leonel Trindade de Torres Vedras, responsável pelos trabalhos de campo, afirmou que as prospecções realizadas "resultaram na descoberta de três novas jazidas com dinossauros, trilhas com pegadas de dinossauros e também de tartarugas e répteis voadores".

"Há um grande potencial de patrimônio paleontológico diversificado por explorar no concelho" tendo em conta os achados de dinossauros, tartarugas, crocodilos e répteis voadores descobertos, disse o investigador. A extensão das jazidas leva os cientistas a falarem na hipótese de criação de um futuro museu ao vivo.

Na campanha paleontológica, que decorreu entre os dias 10 e 30 de Setembro, foram também escavados na localidade de Cambelas achados, sobretudo vértebras e o fêmur, de um dinossauro saurópode e outros ossos pertencentes a outros dinossauros de menor porte.

Segundo os investigadores, "os restos destes animais terão sido enterrados num leito de um rio e sido depois deslocalizados possivelmente por uma grande cheia".

Os investigadores da associação têm vindo a trabalhar também na conservação, classificação e inventariação de fósseis sobretudo de dinossauros, reunidos numa coleção de um particular do concelho, José Joaquim dos Santos, adquirida em 2009 pela câmara municipal que veio a assinar um protocolo de parceria com a associação.

José Joaquim dos Santos, um carpinteiro da localidade de Casalinhos de Alfaiata passou vinte anos da sua vida a recolher nos seus tempos livres achados de dinossauros nas arribas e outros locais da região e há dois anos decidiu vendê-los ao município para vir a expô-los num futuro museu temático.

Do espólio destacam-se um fêmur de um dinossauro saurópode e várias vértebras dorsais, caudais e cervicais, parte da cintura pélvica e dois dentes de um mesmo dinossauro juvenil que os cientistas presumem ser um terópode carnívoro da espécie "tyranosauroide".

A coleção, composta por mais de um milhar de vértebras e setecentos dentes pertencentes não só a dinossauros, contém também fósseis de tartarugas, crocodilos, peixes e até tubarões.

28 setembro, 2011

Descoberto dinossauro com garras "desenhadas para ferir"

De tempos em tempos, paleontólogos investigam fósseis de dinossauros com marcas de acontecimentos em vida.
Não faltam exemplos, em alguns dinossauros, de evidências de ferimentos graves, aparentemente sofridos devido à agressão de outro réptil.
Cientistas canadenses descobriram uma forte razão para danos tão grandes: um dinossauro com garras especialmente confeccionadas para machucar.
Esse novo agressor do mundo Jurássico, que foi achado no interior do estado de Utah (EUA), já recebeu nome: Talos sampsoni.
Esse nome, por si próprio, não sugere nenhuma característica agressiva. Foi dado em homenagem a Talos, um personagem mitológico da Grécia (que é feito de bronze e corre em uma velocidade fantástica até sucumbir a uma dor no tornozelo), e a Scott Sampson, um famoso paleontólogo que aparece em um programa de TV americano sobre o assunto.
Mas é a função de ataque o diferencial desse réptil, parente do Velociraptor e que viveu há 75 milhões de anos.
Não era um grande dinossauro, pois não passava de dois metros de comprimento e 38 quilos.
Ele tem três dedos em cada pé, sendo o do meio mais comprido que os outros dois. A grande surpresa dos cientistas foi encontrar uma lesão – algo incomum nessa parte do corpo – no dedo maior, do meio.
Os traços sugerem que a lesão na garra foi devido a um ataque, possivelmente não muito bem sucedido.
A garra, que aparece em forma de canivete, não era um auxílio para o dinossauro andar ou fazer qualquer atividade exceto causar dor a um predador ou inimigo.

Isso dá, aos cientistas, pistas mais avançadas sobre como os dinossauros podiam ter certas partes do corpo especificamente adaptadas para um fim.

E o futuro promete: na área onde encontraram o Talos sampsoni, mais de 15 fósseis já foram descobertos, e já há previsão de novas escavações.

18 setembro, 2011

Caçador amador dos EUA encontra dinossauro bebê

Ilustração artística de como seria um anquilossauro; nova espécie encontrada em 1997 tinha focinho menor
Em um domingo como outro qualquer, o caçador de dinossauros Ray Stanford encontrou por acaso a impressão de um bebê dinossauro que provavelmente morreu ao ser carregado pelas águas de uma inundação.
O pequeno animal --descoberto em janeiro de 1997 no parque College, no Estado norte-americano de Maryland-- teria vivido cerca de 110 milhões de anos atrás e pertencia ao grupo de anquilossauros, que eram herbívoros dotados de uma armadura dura.
Após análises feitas recentemente, provou-se que Stanford tinha praticamente tropeçado em um novo tipo de anquilossauro.
Ele recebeu o nome de Propanoplosaurus marylandicus e possuía uma caixa craniana maior e um focinho menor do que seus primos semelhantes.
Por causa da maneira como caiu no leito do rio, com a barriga para cima, a impressão conservada no lodo reproduziu as características do crânio, das costelas e parte dos membros inferiores do animal.
O estudo sobre o bebê dinossauro está publicado na edição do "Journal of Paleontology" de 9 de setembro.

16 setembro, 2011

Penas de dinossauros são encontradas em âmbar

O âmbar permitiu preservar detalhes microscópicos, inclusive cores, que variam do preto ao marrom
Plumagens de 80 milhões de anos tinham um conjunto de funções ao mesmo tempo em dinossauros e aves.

Penas bem conservadas de dinossauros e de aves, que datam de 80 milhões de anos, foram encontradas em resinas de árvores fossilizadas no Canadá, informaram paleontólogos esta quinta-feira.

Esta variedade mostra que as diferentes etapas de evolução das plumas estavam presentes nesta época do final do Cretáceo e que estas plumagens tinham um conjunto de funções ao mesmo tempo em dinossauros e aves, afirmaram cientistas da Universidade de Alberta (oeste do Canadá).

O âmbar no qual onze tipos de penas ficaram presas permitiu preservar detalhes microscópicos, inclusive cores, que variam do preto ao marrom, afirmaram.

Algumas destas penas aparentemente pertenceram a dinossauros não aviários e outras a plumagens de pássaros muito similares às que voam hoje, concluíram os autores do trabalho, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

No entanto, não foram encontrados fósseis de dinossauros ou de aves diretamente relacionados com estas plumas na região do lago Grassy, onde foi achado o âmbar.

As comparações com as plumas fossilizadas descobertas nas rochas, no entanto, levam a crer fortemente que alguns destes exemplares pertenciam a dinossauros não aviários, como pequenos terópodes, dinossauros carnívoros.

Quanto às penas, são muito similares às das aves modernas, como o mergulhão, capaz de nadar debaixo d'água.

As penas foram encontradas na extensa coleção de âmbares do Museu Royal Tyrrell, no sul da província canadense de Alberta, procedentes de um famoso depósito de âmbar do Canadá, situado próximo do lago Grassy.

05 setembro, 2011

Pegadas revelam que existiram 12 tipos de dinossauros em serra peruana

A província de Huari, perto da cordilheira Blanca, na serra central do Peru, foi habitada há 125 milhões de anos por pelo menos 12 tipos de dinossauros, cujas pegadas ficaram impressas a 4.800 metros de altitude.
Desde 2005, foram encontradas pelo menos 12 formas diferentes de pegadas. Entre elas, há dinossauros carnívoros (terópodos, carnossauros e celurossauros) e herbívoros tanto de pescoço longo quanto dotados de bico.
"O estudo se centralizou em 40 quilômetros da estrada Conococha a Yanacancha", declarou o paleontólogo Carlos Vildoso ao jornal "El Comercio", em entrevista publicada no sábado (3), em Lima.
O especialista explicou que essa área peruana atualmente rodeada por neve era, segundo as evidências, uma floresta tropical. "[Os dinossauros], ao percorrerem este terreno de barro, [deixaram] pegadas que ficaram gravadas e se fossilizaram."

31 agosto, 2011

Novo trailer de Jurassic Park: The Game

A Telltale Games mostrou um novo vídeo de Jurassic Park: The Game. Trata-se de uma montagem de cenas de ação do título. Assista abaixo:
A história será ancorada nos eventos, cenários e tom do primeiro filme e seguirá um personagem que teve uma ponta no cinema. O cenário será a Ilha Nublar e a trama misturará ação, exploração e aventura de forma "cinematográfica e intuitiva".
O lançamento de Jurassic Park: The Game acontecerá em cinco partes, a partir de abril de 2012, para PlayStation 3, Xbox 360, Mac e PCs. A versão para consoles sai no terceiro trimestre.


30 agosto, 2011

Trilogia de Jurassic Park em Blu-ray

Jurassic Park voltará aos cinemas ingleses restaurado e remasterizado dia 23 de setembro. A aventura terá exibições especiais em antecipação ao lançamento dos três filmes da série em Blu-ray. Um trailer foi criado especialmente para esse retorno às telonas.
O lançamento da caixa especial contendo os três filmes acontece lá fora em 24 de outubro. No Brasil, o box chega logo depois, em 11 de novembro. Conheça os extras abaixo:
  • Os três filmes remasterizados
  • Documentário em seis partes com novas entrevistas com Steven Spielberg e Joe Johnston
  • Featurettes originais de arquivo
  • Making-of dos três filmes
  • O fenômeno Jurassic Park: Uma conversa com Michael Crichton
  • Os dinossauros de Jurassic Park III
  • Os efeitos especiais de Jurassic Park III
  • Vídeo-release de imprensa da Industrial Light & Magic
  • Os sons de Jurassic Park III
  • A arte de Jurassic Park III
  • Montana: Encontrando novos dinossauros
  • Por trás das câmeras
  • Primeiras reuniões de produção
  • Em busca de locações
  • Testes de animação
  • Antes e depois dos efeitos especiais
  • Storyboards
  • Um passeio pelo Stan Winston Studio
  • Uma visita à ILM
  • O espinossauro ataca o avião
  • Raptors atacam Udesky
  • O lago
  • Arquivo de produção: Fotografias, rascunhos, ilustrações, pinturas conceituais, modelos, o mundo de Jurassic Park, a magia da ILM, cartazes e bonecos
  • Cenas removidas
  • Jurassic Park: Criando o Game
  • Jurassic Park III comentado pela equipe de efeitos especiais
  • Trailers de cinema

26 agosto, 2011

Evolução alternativa de dinossauros

E se, por algum acaso da história evolutiva, os dinossauros não tivessem sido extintos?
Num instante geológico, o evento de extinção KT de cerca de 65 milhões de anos atrás deixou os céus da Terra sem pterossauros, extirpou os mosassauros e as suas presas ammonite dos mares e, claro, desnudou a terra de dinossauros não aviários.

Mas e se, por algum acaso da história evolutiva, nunca essa catástrofe acontecesse? Como se pareceria a vida no planeta hoje?

Pensamentos sobre os dinossauros nos tempos modernos são materiais muito utilizados em romances de ficção científica e filmes de ilhas inexploradas e planaltos de selva repleta de vestígios de vida pré-histórica, mas o geólogo escocês Dougal Dixon apresentou suas próprias respostas para essas perguntas em A New Dinosaurs: An Alternative Evolution.

As criaturas especulativas em suas páginas possuem nomes extravagantes como "Lank", "Zwim", "Madeira" e "Tubb", adaptações imaginativas do Cretáceo com formas de vida modificadas para sobreviver em um mundo moderno desprovido de seres humanos.

Afinal, se a diversidade de dinossauros não tivesse rapidamente perdido seu espaço devido à extinção, os mamíferos poderiam nunca ter conseguido alcançar a dominância ecológica que têm hoje, e nossa própria evolução poderia ter sido prejudicada.

Embora se tratasse de especulações quando foi publicado, em 1998, The New Dinosaurs foi muito influenciado pelo estado da ciência da época [não faz sentido: na época dos dinossauros não havia ciência].

Ao final dos anos 1980 a mudança cultural na paleontologia, comemorada como a "Dinosaur Renaissance" [melhor: celebrada como o “renascimento dos dinossauros”], estava em pleno andamento.

Imagens de lentos, estúpidos e monótonos dinossauros foram rapidamente substituídas por visões de animais ativos, ágeis e com cores vivas, que eram muito mais parecidos com as aves do que se imaginava.

Cresceram até mesmo as evidências de que as aves eram descendentes diretas dos dinossauros, e Dixon partiu dessas tendências paleontológicas para criar uma coleção de dinossauros coloridos, com comportamentos complexos, diferentes de qualquer outro visto antes.

Surpreendentemente, em alguns aspectos Dixon estava no caminho certo. Nas duas décadas desde que o livro foi publicado, pesquisadores descobriram fósseis com evidências de dinossauros que em seus aspectos biológicos e comportamentais são incrivelmente próximos do que Dixon imaginou.

Dinossauros não precisaram de 65 milhões de anos extras para adquirir algumas das formas do corpo estranho, das adaptações e comportamentos que Dixon imaginou.

18 agosto, 2011

Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia

Réptil marinho gigante (Projeto paleoAngola)
Português da Universidade Nova de Lisboa integra equipe PaleoAngola. Um fóssil de um réptil marinho gigante foi descoberto pelo investigador brasileiro José Luiz Neves, na orla marítima da barra do Kwanza, em Angola, segundo divulgou a agência angolana Angop.

Segundo o cientista, o fóssil pertence a um dos maiores predadores de todos os tempos, com pelo menos dez metros de comprimento e em vida pesava mais de dez toneladas.

“Sinto-me extremamente agraciado por essa descoberta e serve como retribuição ao país que me acolheu de braços abertos para colaborar no seu desenvolvimento”, referiu Neves, sublinhando que agora “Angola entra para a história da Paleontologia, colaborando para desvendar o passado remoto do Planeta Terra e ajuda a escrever a sua história”

Encontrado a 170 quilômetros de Luanda, entre os rios Kwanza e Longa, de acordo com o perito, até o momento, esse pliossáurio será o primeiro fóssil de réptil marinho na África, tendo sido outros espécimes encontrados na Inglaterra, na Noruega, na Austrália e no Alasca.

Especialista na área ambiental, com mais de 27 anos de trabalho na área petrolífera, José Neves localizou o fóssil do réptil gigante marinho em Março, quando passeava com os filhos e, ao mesmo tempo, realizava pesquisas para o projeto de mestrado sobre fitoplânctons (seres marinhos microscópicos).

O investigador encontrou fósseis de gastrópodes, artrópodes, belemnites, nautilos, bivalves, um pequeno mamífero primitivo por identificar, peixes, e outros animais.

Essas descobertas dão uma visão real de como foram as eras eco e paleofauna, no final do cretáceo, quando a América do Sul já estava separada da África, com o oceano Atlântico banhando os dois continentes, segundo o investigador.

Já foram dados os passos para o registro das descobertas e contatos foram feitos com o Museu Nacional de História Natural e com o projeto PaleoAngola, que integra o português Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, para que se possa agregar estas descobertas às importantes pesquisas já feitas anteriormente.

12 agosto, 2011

Estudo indica que gestação do plesiossauro era com a das baleias e golfinhos

Cientistas acreditam ter encontrado provas de que a gestação das fêmeas do plesiossauro - réptil marinho que viveu há quase 80 milhões de anos - durava até a maturidade dos embriões e o nascimento de seus filhotes era como o das baleias e golfinhos, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira pela revista "Science".

A prova está no fóssil de um "Polycotilus latippinus" de 4,70 metros de comprimento, um dos répteis gigantes, carnívoros e com quatro nadadeiras, exibido na Sala de Dinossauros do Museu de História Natural em Los Angeles (Califórnia).

Os restos do réptil marinho que viveu durante a Era Mesozoica contêm o fóssil de um embrião que mostra grande parte do corpo em desenvolvimento, inclusive as costelas, 20 vértebras e os ossos de ombros, quadris e nadadeiras.

O estudo foi realizado pelo cientista Robin O'Keefe, da Universidade Marshall na Virgínia Ocidental, e pelo diretor do Instituto de Dinossauros do museu de Los Angeles, Luis Chiappe, um proeminente paleontólogo que já causou polêmicas com suas teorias sobre a origem das aves.

O'Keefe e Chiappe sustentam que o fóssil e seu embrião são a primeira mostra de que os plesiossauros pariam seus filhotes como os mamíferos marinhos atuais, e não deixavam ovos na terra.

Embora o nascimento de filhotes vivos tenha sido documentado em outros vários grupos de répteis aquáticos da Era Mesozoica, até agora não tinham encontrado indícios de que isso teria ocorrido na ordem dos plesiossauros.
Detalhe do embrião
Chiappe e O'Keefe estão um passo além em sua teoria e dizem que determinaram que os plesiossauros foram únicos entre os répteis aquáticos porque davam nascimento a um único filhote, grande, e que podem ter feito parte de grupos sociais que cuidavam de seus filhotes.

"Os cientistas souberam por muito tempo que os plesiossauros não tinham muita aptidão para sair à terra e depositar seus ovos em um ninho", indicou O'Keefe. "Por isso, a falta de provas de que os plesiossauros dessem nascimentos vivos foi causa de confusão".

Segundo O'Keefe e Chiappe, o fóssil que se exibe em Los Angeles "documenta o nascimento vivo dos plesiossauros pela primeira vez e, dessa maneira, finalmente resolve o mistério".

O embrião, acrescentaram os pesquisadores, é muito grande em comparação com a mãe, e muito maior que o que poderia se esperar sobre a base da comparação com outros répteis.

"Muitos dos animais que vivem hoje dão nascimento a jovens grandes, únicos, e têm cuidado maternal", assinalou O'Keefe.

"Nós achamos que os plesiossauros podem ter tido comportamentos similares, o que faria com que suas vidas sociais fossem mais parecidas às dos golfinhos modernos que às de outros répteis".



10 agosto, 2011

Aniversário do blog

Hoje o Magazine dos Dinossauros, está completando 2 anos.
Nos primeiros meses, o Blog só tinha 3 postagens que falavam sobre os filmes de Jurassic Park. Mas o Blog evoluiu muito, mudou de Template, teve seu primeiro Banner Gif, teve participantes no concurso de Paleoarte, que ficou quase 5 meses sem participação, tem seguidores, não muito mas tem. Tem em média de 13.200 visitantes e tem mais de 130 postagens.
Eu só tenho a agradecer, muito obrigado internautas por curtirem o meu Blog.

31 julho, 2011

Há 70 milhões de anos, supercrocodilo mineiro comia dinossauros

O paleontólogo Alexander Kellner, um dos principais "caçadores de dinossauros" do Brasil, costuma dizer que, "na maioria das vezes, questões relacionadas aos aspectos da vida dos animais que fizeram parte do passado geológico do nosso planeta não têm resposta”.

Membro da Academia Brasileira de Ciências e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o seu trabalho é montar um quebra-cabeça infinito - sem saber onde estão as peças nem qual será a imagem final.
Em busca destas peças que ajudem a entender como o planeta era há milhões de anos e como ele se tornou o que é hoje, pesquisadores têm descoberto no Triângulo Mineiro, no interior de Minas Gerais, um manancial de fósseis que estão deixando o retrato do planeta cada vez mais interessante.
A mais recente descoberta no local indica a existência de uma espécie de supercrocodilo pré-histórico, extinto há 70 milhões de anos.
Com três metros de comprimento, o chamado Pissarrachampsa sera aterrorizava a região. “Considerando a fauna neste período, na América do Sul, as possíveis presas dele incluiriam outros crocodilos e dinossauros”, explica Felipe Montefeltro, pesquisador brasileiro que está na Universidade MCGill, no Canadá. Ele publicou recentemente um estudo referente à descoberta do crocodilo mineiro.
Montefeltro conta que este tipo de espécie de crocodilo só teve registro no Triângulo Mineiro, mas outras espécies do grupo foram registradas em São Paulo e Argentina. “Comecei os estudos em 2008, quando fomos informados da ocorrência de fósseis em Campina Verde (cidade a 672 quilômetros de Belo Horizonte).
Até o momento, encontramos basicamente esta única espécie, variando de fragmentos, como crânios, até espécimes mais completos. Com base na morfologia, podemos dizer que seriam terrestres, carnívoros e possivelmente bem ativos”, explica ele.

Berço de fósseis

O professor Vicente de Paula Antunes Teixeira, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), conta que existem registros de fósseis na região desde 1945 e estima-se que apenas 1% de material histórico tenha sido encontrado até agora.
Ele lembra que uma das últimas espécies de dinossauro no Brasil teve registro encontrado em Uberaba, em 2004. O Uberabatitan ribeiroi, com 3,5 metros de altura, viveu há 65 milhões de anos.
“De março a setembro, sempre estamos escavando. Há muitas espécies de dinossauros ainda a descobrir Uberaba”, conta ele, esperançoso.
Teixeira explica que, após ser descoberto, o fóssil é retirado da terra e encaminhado ao laboratório para análise. Em seguida, é feita uma réplica de espuma do animal e um desenho de como ele seria. Depois, o material é catalogado e segue para exposição em museus.
O promotor de Defesa do Patrimônio Público do Estado de Minas Gerais Marcos Paulo de Souza Miranda afirma que os fósseis do crocodilo de Minas ficarão sob custódia de instituições do Estado após estudos por pesquisadores paulistas.
Hoje, os fosseis dos crocodilos encontram-se na Universidade Federal de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.
Após a pesquisa de Montefeltro, em quatro anos o material deve retornar ao Estado de origem, graças a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais e a USP.


30 julho, 2011

Paleontólogos realizam escavações em Marília

Os pesquisadores procuram fósseis do Titanossauro.

Pesquisadores de três universidades brasileiras recomeçaram na quinta, os trabalhos de escavações em Marília.

Desta vez, eles estão usando máquinas para escavar a rocha. Os pesquisadores procuram por fósseis do Titanossauro, uma espécie com pescoço longo que se alimentava de folhas e que viveu na região há milhares de anos.
Apesar do barulho, o trabalho é cuidadoso e lento. Com a ajuda de tratores e máquinas para perfurar o solo, quatro paleontólogos fazem as escavações.
Os pesquisadores acreditam que de baixo de cinco metros de rocha exista um fóssil de Titanossauro totalmente preservado. O bicho viveu na região há 70 milhões de anos.
Achar um único osso de dinossauro é considerado um golpe de sorte, mas o corte feito na rocha para a construção da rodovia que passa pelo município de Marília deixou diversos fragmentos praticamente pendurados no barranco.
A descoberta considerada rara atraiu a atenção dos caçadores de dinossauros. Profissionais do Distrito Federal e do Rio Grande do sul estão em Marília.
A escavação pode demorar meses. O Titanossauro se apoiava em quatro patas e tinha rabo e pescoço bem longos.
Se alimentava basicamente de plantas e media 12 metros de comprimento. O fóssil é considerado um tesouro pelos cientistas.
"Parte da coluna vertebral do dinossauro, até onde nós pudemos avaliar, está preservada. As vértebras estão fusionadas umas às outras e isso futuramente, após a remoção total do material, vai permitir grandes estudos morfológicos e anatômicos para nós determinarmos qual espécie de titanossauro era.
Mas nós já temos algumas suspeitas que indicam ser este Titanossauro uma espécie nova para o Brasil e para a América do Sul" explica o paleontólogo William Nava.
A região de Marília é famosa em todo o país pelas descobertas. Um crocodilo de 90 milhões de anos já foi encontrado na cidade.
Até hoje, o único vestígio dessa espécie no mundo. Todo o resultado das escavações vai para o museu de paleontologia da cidade. Em todo o interior paulista são apenas dois como este: o de Marília e o de Monte Alto.

28 julho, 2011

Pegadas em MS podem ser de dinossauros, dizem pesquisadores

Pegadas fossilizadas em rochas estão às margens do rio Nioaque, em MS

Equipe técnica visitou sítio paleontológico em Nioaque no dia 12 de julho. Estudiosos estimam que vestígios foram deixados há 140 milhões de anos.

Pegadas que podem ter sido deixadas por dinossauros há cerca de 140 milhões de anos estão despertando o interesse de estudiosos, que visitaram no dia 12 de julho um sítio paleontológico em Nioaque, cidade a 170 quilômetros de Campo Grande.

Os vestígios pré-históricos também chamam a atenção do poder público para a necessidade de preservação da área, que integra o roteiro de um geoparque em fase de implantação.

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Sandro Marcelo Scheffler, contou como ocorrem os rastros fossilizados nas rochas.

"São dezenas de pegadas na margem do rio, mas poucas estão bem preservadas. A maioria constitui-se de undertracks, ou seja, a camada de terra compactada que se formou debaixo da pegada já erodida pelo tempo", relata.

Scheffler esteve no local quatro anos atrás com o colega pesquisador Rafael Costa da Silva em busca de informações, e ambos observaram à época que a maioria dos vestígios sofreu desgaste pela ação da água do rio.

Na semana passada, a visita foi coordenada por técnicos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que fizeram levantamentos para iniciar o processo de cessão do terreno ao município de Nioaque.

A prefeitura tem interesse em explorar o turismo na área, segundo o superintendente regional Mário Sérgio Sobral Costa.
Técnicos do Patrimônio da União fazem levantamento no local
"A lei diz que todo rio é federal quando, entre outros critérios, encontra-se na faixa de fronteira. É o caso do rio Nioaque. Portanto, o terreno de até 15 metros a partir da margem pertence à União. Estamos fazendo medições para reservar o sítio com as pegadas e cedê-lo com finalidades específicas de exploração turística e científica", explica o gestor.

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) também está ajudando nas investigações geológicas, como relata o superintendente regional Antonio Claudio Leonardo Barsotti.

"O primeiro passo é o agendamento da vinda de três paleontólogos do Museu de Ciências da Terra para visita ao sítio. Além de mim, outros dois geólogos também acompanham o processo", afirma.


Bípedes de postura ereta


Pesquisas preliminares apontaram que as pegadas teriam sido deixadas no período Cretáceo por dinossauros bípedes de postura ereta, como os ornitópodes.

Scheffler e Silva, no entanto, acrescentaram a possibilidade de que sejam rastros de terópodes, cujo exemplar popularmente conhecido é o tiranossauro.

O local foi descrito pela primeira vez no final da década de 1980 pelo professor Gilson Martins, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Em outubro de 2010, Martins e outros três pesquisadores publicaram em revista científica um artigo listando os fósseis e afloramentos conhecidos no estado, entre esses o sítio paleontológico que fica a 2,7 quilômetros a jusante da ponte sobre o rio Nioaque.

O professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Boggiani, alerta para a necessidade de estudos mais aprofundados antes de se afirmar que as evidências remontam de fato à era dos dinossauros.

"São vestígios interessantes, mas é preciso que sejam estudados e comprovados", aponta. O estudioso reconhece, porém, o valor social da descoberta.

"Além de ajudar a contar a história do planeta, abre possibilidades para o turismo científico, por exemplo. Poderá desenvolver a economia local e até ajudar na popularização da ciência, de maneira geral", observa.


Geopark em MS: segundo das Américas


Embora a existência das pegadas seja conhecida na região há mais de duas décadas, apenas nos últimos três anos o poder público demonstrou interesse em preservar o local e destiná-lo à pesquisa e ao turismo.

O sítio foi incluído no Geopark Bodoquena/Pantanal, criado em 2009 pelo governo estadual e que busca o aval da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Vestígios chamam a atenção de turistas e estudiosos
O projeto abrange 13 municípios e conta com destinos como Buraco das Araras, em Jardim; Grutas do Lago Azul e de São Miguel, em Bonito; e o fóssil da Corumbela, em Corumbá.

Mato Grosso do Sul rivaliza com Minas Gerais e Rio de Janeiro em busca do título de segundo geoparque das Américas.

Os três estados querem a homologação de seus geoparques pela Unesco. No Brasil já existe o Geopark Araripe, criado em 2006 no Ceará.

27 julho, 2011

Chineses propõem nova classificação para espécie de dinossauro

Archaeopteryx no Museu Natural de Berlim

De acordo com estudo, o arqueoptérix não seria o ancestral mais antigo dos pássaros.

A descoberta de um novo dinossauro apelidado por cientistas chineses de Xiaotingia zhengi fez a Academia de Ciências de Pequim sugerir uma reclassificação para o já conhecido Arqueoptérix, considerado um ancestral das aves.
Descoberto há 150 anos, na Alemanha, o Arqueoptérix viveu há cerca de 150 milhões de anos, tinha penas e asas, uma cauda com estrutura óssea e dentes.
Os pesquisadores chineses disseram ter apenas poucas evidências sobre a espécie não ser mesmo um predecessor dos pássaros, e que ainda querem analisar a espécie recém-descoberta para terem certeza.
Para este estudo, os cientistas compararam 384 traços anatômicos específicos de 89 espécies para descobrir como eles se relacionavam.
O resultado disto foi uma linhagem que agrupou o Archaeopteryx com o deinonicossauro, um bípede carnívoro considerado um parente dos pássaros. Mas esse resultado só apareceu quando a análise incluiu o Xiaotingia zhengi.
A árvore filogenética ao qual pertence o Arqueoptérix já foi alterada diversas vezes nas últimas décadas. Nela estão pequenos dinossauros bípedes que teriam dado os primeiros passos em direção a uma vida nos céus.
A proposta de reclassificação, publicada na revista científica Nature, não altera a noção de que os pássaros surgiram de parentes próximos ao Arqueoptérix, mas devem fazer os paleontologistas repensarem a evolução das aves.


26 julho, 2011

Siga pegadas pré-históricas no Vale dos Dinossauros em Sousa, no sertão da Paraíba

Réplicas de dinossauro feitas com fibra podem ser observadas no interior do Vale dos Dinossauros
Diz a tradição local que em 1897 um velho tropeiro viajante chegou em casa com a notícia de que havia encontrado imensos rastros de bois e emas sobre pedras do sertão, no extremo oeste da Paraíba.

Os boatos correram e já se dizia que eram marcas deixadas por um lobisomem ou alguma alma que vagara por aquelas terras distantes.

Mas aqueles misteriosos sinais tinham pouco de sobrenatural e eram pistas do plano terreno mesmo: pegadas de dinossauros, cuja veracidade seria confirmada pelo geólogo Luciano Jacques de Moraes, em 1924.

Localizado em uma área de 40 hectares, em pleno sertão da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui pequenas trilhas que dão acesso a passarelas de observação de pegadas fossilizadas de animais com mais de 100 milhões de anos, como as do Iguanodonte da foto
A história ficou submersa, literalmente, por alguns anos devido à falta de interesse local ou de estudos paleontológicos sérios até que o século seguinte fosse marcado por descobertas que colocariam o local entre os sítios paleontológicos mais importantes do planeta.

Localizado em Sousa, a 444 km de João Pessoa, a capital da Paraíba, o Vale dos Dinossauros possui 40 hectares de extensão e abriga pegadas pré-históricas sedimentadas no solo como as do iguanodonte herbívoro, um animal de 3 metros e que chegava a pesar 4 toneladas, e de ferozes carnívoros como o velociraptor ou o pterossauro.
Uma das provas de que o sertão um dia foi o fundo do mar são essas mostras de pedras com marcas de conchas marinhas expostas no centro de visitantes do Vale dos Dinossauros, em Sousa, na Paraíba


Os nomes complexos, acompanhados de descrições detalhadas sobre o cotidiano daqueles seres dadas pelo guia, nem sempre empolgam, mas ver de perto rastros de, aproximadamente, 110 milhões de anos pode ser uma das experiências mais inusitadas do interior do Nordeste brasileiro, mesmo após uma viagem de quase seis horas por uma das regiões mais quentes daquele estado e a estrutura precária do parque que, segundo funcionários locais, deve ser melhorada com a parceria de uma empresa privada.

O local, que faz parte de uma grande área de 700 km², conta com três passarelas para observação de pegadas e de 13 placas no solo que, juntas, totalizam 130 milhões de anos de informações geológicas; um pequeno centro de visitantes com um acervo formado por peças como uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos e recortes de pedras com outros tipos de pegadas animais.
Detalhe de uma árvore fossilizada de 110 milhões de anos encontrada na região do Vale dos Dinossauros, no sertão da Paraíba

A região parece mesmo ter talento para os temas misteriosos e abriga também um hotel tradicional cujas águas locais possuem poderes terapêuticos.

Inaugurado no início da década de 40, o estabelecimento se localiza na zona rural de São João do Rio do Peixe e é conhecido pelas cinco fontes termais e pela argila medicinal utilizada em tratamentos de doenças de pele ou de beleza.

Segundo estudos feitos ainda na década de 30 do século passado, aquelas águas têm origem filoniana e atingem a superfície a partir de uma fenda geológica que seria resultado de antigas manifestações vulcânicas.
Detalhe de uma das pedras que guardam pegadas de dinossauros de mais de 110 milhões de anos, em Sousa
Para completar o clima histórico desse estabelecimento, cuja administração está sob os cuidados do governo paraibano desde 1964, a estância termal está construída na mesma região onde um dia funcionara a fazenda das freiras do Convento da Glória, doada por padres jesuítas e inspiração suficiente para que o hotel tivesse evidentes referências a aquele tipo de construção religiosa.

Em território tão árido e distante, o melhor programa ainda é ver rastros de dinossauros e tomar banhos em águas cujas temperaturas variam, naturalmente, entre 35° e 37°.

Nem a imaginação fértil daquela gente do final do século 19 foi capaz de imaginar tantas boas e misteriosas histórias para aquelas terras.
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